Calatayud  

Introdução histórica
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Calatayud, em árabe Qal'at Ayyub (Castelo de Ayub) é uma cidade fundada muito cedo pelos muçulmanos, certamente no século VlIl, criada com o objectivo de controlar o cruzamento dos vales do Jalon e do Jiloca e, ao mesmo tempo, de explorar a sua planície irrigada e fértil.

Século IX e XI
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Alargada no século IX e Xl, totalizava nas suas vastas muralhas uma população de cerca de 5000 habitantes, sendo a capital de um Distrito do Reino Árabe de Saragoça. Em 1120, foi conquistada pelos cristãos, e continuou a ser a capital de uma comunidade de aldeias, mas desta vez no Reino de Aragon. Uma parte da população muçulmana continuou a dedicar-se às actividades agrícolas e à construção, o que iria favorecer o desenvolvimento da Calatayud, na sua região e numa boa parte do Reino, o que chamaremos de "arte mudéjar", sobretudo no século XlV e XV.


A sua situação quase fronteiriça com a Castilha foi favorável inicialmente à cidade na área comercial, apesar de ter que sofrer as consequências da guerra entre a Castilha e a região de Aragon, durante a segunda metade do século XlV.

A união da Castilha e de Aragon, no fim do século XV, tornou a região de Aragon e da Catalunha sem grande importância
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O século XVll vê desenvolver-se a actividade cultural da cidade, sob os auspícios da Companhia de Jesus, e a renovação artística das suas igrejas colegiais num barroco primitivo.

A modernização que estava a ser levada a cabo, na segunda metade do século XlX, em numerosas cidades espanhóis, acompanham-se de uma enorme destruição do seu património artístico, maior do que a destruição ocorrida aquando da invasão das tropas Francesas e as guerras carlistas.


Mais recentemente, a política de desenvolvimento dos anos 60 e 70 acentua a deterioração urbana da cidade antiga, declarada "Conjunto de Interesso Historico-artístico" em 1967, o que favorece a desertificação de certas zonas e renovação de outras sem nenhum respeito. Foram iniciadas diferentes restaurações de edifícios monumentais, todas por acabar, e a última mão foi posta num Plano Especial de "Restauração" Interior e de Protecção da Antiga Cidade.
Conjunto fortificado islâmico
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Pode ter sido construído, em grande parte, de 862 e 863, sendo assim o mais antigo do seu género conservado na Espanha.

É parcialmente cavado a rocha de gipso, e a sua construção tem uma base de alvenaria de pedras de gipso e de taipa; a sua parte Sul desapareceu mas o que foi conservado mostra que se trata de um dos mais complexos conjuntos medievais.

San Juan el real
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A igreja de San Juan el Real foi erigida pela Companhia de Jesus durante a sua instalação no século XII, mas com a sua expulsão no século XVIII, a decoração das retábulas ficou por acabar, como se pode actualmente observar.
Encontra-se uma planta em cruz latina que, ao misturar os seus 2 braços, forma uma cúpula espaçosa que permitiu a criação de vastos pendentes para telas de pinturas por Francisco de Goya no início da sua carreira.
A sacristia e as peças anexas, igualmente barrocas, guardam religiosamente um mobilar assim com pinturas e esculturas. Possui igualmente portas em marchetaria muito refinada.
A lenda do Dolorès
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A versão muito conhecido desta lenda a inocência de uma empregada honesta e caridosa conta em uma taverna de Calatayud. Esta história inspirou numerosas obras de arte, quadros, óperas, teatro...
Informações
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Centro municipal de turismo: plaza Costa, 14   Tel. 976 88 13 14
Posto municipal de turismo: Plaza del Fuerte   Tel. 976 88 63 22


O lugar do mercado de Calatayud